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Hard ou Soft Power

Hard Power ou Soft Power – Eis a questão no mundo corporativo e/ou no entretenimento.


 


José Cortizo


Conectando você com o mundo corporativo - Dir. Comercial JC Dist RJ


 27 de abril de 2019


Estava conversando, sobre algumas situações do mundo da política e da carreira escolhida, com meu filho – principalmente, em relação ao seu projeto de TCC, na área de RI, quando vieram à tona as expressões “Hard Power” e “Soft Power”. Busquei me aprofundar e:


Segundo a Wikipédia: Hard power (em português, poder duro ou 'potência coercitiva") é um conceito usado pela vertente realista das relações internacionais e designa a capacidade de um corpo político (geralmente, um Estado) de influenciar ou exercer poder sobre o comportamento de outro, mediante o emprego de recursos militares e econômicos.


Geralmente refere-se à capacidade de um Estado coagir ou induzir um outro a adotar um curso de ação. Isso pode ser feito com o uso de diplomacia coerciva, do poder militar, da guerra ou formação de aliança mediante ameaças e força, coerção, intimidação e proteção. O poder econômico também pode ser usado alternativamente, sob a forma de ajuda financeira, subornos e sanções econômicas para induzir e coagir.


Soft power (em português, poder brando, poder de convencimento ou poder suave) é uma expressão usada na teoria das relações internacionais para descrever a habilidade de um corpo político para influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros corpos políticos por meios culturais ou ideológicos. O termo foi usado pela primeira vez pelo professor de Harvard Joseph Nye, no final dos anos 1980. Ele desenvolveu o conceito em seu livro de 2004, “Soft Power: The Means to Success in World Politics” (em português, "Soft Power: os meios para o sucesso na política mundial"). Embora sua utilidade como teoria descritiva tenha sido contestada, a expressão soft power entrou, desde então, no discurso político como uma maneira de distinguir os efeitos sutis de culturas, valores e ideias no comportamento de outros.


 


Nas palavras de meu filho, um resumo da definição das duas expressões seria: O porrete e a cenoura. Fácil de entender.


Bem, estas expressões, são usuais no meio de Relações Internacionais. Mas, como um homem de varejo e gestão, há como “enxergá-las” no meio corporativo. 


Quem já não teve um ditador impondo as condições, ameaçando a cada instante, que não aceita as opiniões e que – em sua opinião pessoal – sem ele sua equipe não trabalha direito? Quem nunca conheceu um gestor “tóxico” — não, não é exagero. “Existem pessoas cujas atitudes fazem mal à saúde, porque emitem uma certa toxicidade para quem está em volta” por serem instáveis, grosseiros, severos ou narcisistas. Ou tudo isto junto. E desta forma, quem já não se sujeitou e assimilou a premissa "manda quem pode e obedece quem tem juízo"? 


Notinha: Expressão muito popular que significa que a pessoa que manda, e que pode, no caso é o patrão, o empregador, a autoridade em questão. Já a pessoa que obedece, é o empregado, o assalariado, o subordinado. O que a expressão quer dizer é que quem tem juízo tende a obedecer a autoridade por motivos maiores, geralmente a manutenção do emprego.


Em contraponto, quem já não teve como líder de suas fileiras o “motivador” (com base em prêmios e “mimos”) e que por vezes, você encarava como “propina” para melhorar seu desempenho? Já viu! 


 


E se buscarmos o “meio termo”? O líder que idealizamos seria chamado de “Smart power”.


Na nossa querida Wikipédia, encontramos: Smart power (Poder inteligente), é um termo nas Relações Internacionais definido por Joseph Nye como "a capacidade de combinar Hard e Soft power em uma estratégia vencedora". De acordo com Chester Arthur Crocker, Fen Osler Hampson e Pamela Aall, o smart power "envolve o uso estratégico da diplomacia, persuasão, capacitação, projeção de poder e influência de modo que seja rentável e legitima como políticas sociais". – essencialmente envolve força militar e todas as formas de diplomacia.


Este “cara” seria – no meio corporativo – o “nem tanto ao mar e nem tanto a terra”. Um gestor equilibrado, que cuida de sua equipe e que sabe fazer uso da força do cargo, conciliando com um bem utilizado caminho das “premiações e agrados”. Como?


O mundo corporativo ideal seria ter pessoas mais “autotudo” – automotivadas, autocontroladas e autodisciplinadas. Mas conseguir formar uma equipe desta forma não é fácil e (talvez, nem razoável). Assim, os SMART tendem a ter o senso de justiça aflorado o que faz com que tenham a lisura (e a inteligência) de elogiar quem se destaca e faz a diferença, ajudar a quem precisa, dar colo ou um “tranco” em quem está em conflito e, de preferência, não manter na equipe pessoas que não mereçam.


O SMART é um facilitador. É o líder que identifica os “craques”, os põe para jogar e que consegue equilibrar as ações “levantando” os que têm mais dificuldades.


 


Bem, este é um processo evolutivo do profissional. Há gestores que até “namoram” com este termo, mas se perdem – por vezes por força das pressões de mercado ou por pura inabilidade.


Assim, encerro o artigo e agradeço aos que aqui tiveram paciência de chegar.


Muito grato e até o próximo.


 José Cortizo


Vamos fazer aqui, um parêntese, utilizando este belo artigo do José Cortizo. Trazendo para a realidade do esporte e principalmente do Futebol. Onde o Soft Power vem sendo usado por muitos paises, que se utilizam da força deste esporte, para implantar projetos e idéias, como o Catar e Emirados Árabes, donos do Mancheser City e Paris San Germain, projetando seus paises e estilo de vida, numa grande virada geopolítica, sediando inclusive, a Copa do Mundo naquele país.


A música, cinema e esporte tendo o futebol como uma das grandes estrelas,  são as fontes mais procuradas para que alguns players alcancem seus objetivos. Veja o caso da Rússia, que veio se aproximando do futebol europeu, onde a empresa russa adquiriu o patrocinio de grandes clubes, e assim acabou vendendo o gas que veio a atender toda a Europa e, sem perceber, ficaram reféns de um único fornecedor, o que foi desastroso quando irrompeu  a guerra da Russia contra a Ucrânia. Sem a Rússia ter se aproveitado usando o Soft Power, para patrocinar os clubes e ser aceita pelo público, eles jamais conseguiriam entrar e ficar tão confortáveis em solo europeu. Mas o futetol, que arregimenta multidões e que abraçam aqueles que favorecem seus clubes e suas paixões, o soft power pode ser uma arma poderossissima. Não estamos aqui falando que isto é bom ou ruim. É apenas constatando fatos. O Futebol pode mudar paradigmas, pode ser uma força enorme para auxiliar também, na mudança de comportamento. Haja visto o levante contra o racismo, alçado pelo jogador Vini, que veio a ser o embaixador desta causa, com enfática cobrança da ONU por ações para combater este mal mundo afora. E por aí vai.


Fontes:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Hard_power


https://www.pontodereferencia.com.br/3-caracteristicas-de-um-lider/


https://pt.wikipedia.org/wiki/Soft_power


https://pbs.twimg.com/media/C9Nj-0dXgAALfJw.jpg   


http://willmarre.com/wp-content/uploads/2014/07/smart_power_grid.png    


http://willmarre.com/wp-content/uploads/2014/07/smart_power_behaviors.png        


https://st.depositphotos.com/1471604/2736/i/950/depositphotos_27368509-stock-photo-chess-board.jpg     


https://xadrezverbal.com/2022/11/17/fronteiras-invisiveis-do-futebol-94-historia-do-catar/ 


 


Artigo enviada por: Otilia em 26/06/2024
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